Blog

Engenheiro cria “isopor” biodegradável com resíduos agrícolas

Deixar um mundo melhor para as próximas gerações é um discurso que muita gente repete – e uma meta urgente se quisermos um futuro possível. Para o
engenheiro Arpit Dhupar, que vive em Delhi, na Índia, esta motivação se tornou ainda mais forte quando ele viu que nos desenhos de seu sobrinho, o céu era
sempre cinza.
O menino reproduzia o céu tomado pela fumaça gerada pela queima dos resíduos das plantações de arroz, muito comum na região. Para ajudar a resolver este
problema, Arpit descobriu um novo destino possível para este material: a fabricação de um substituto para o isopor. Além de reaproveitar os resíduos, ele criou
uma alternativa muito mais sustentável para embalagens e outros produtos.
O isopor tem características muito interessantes, como o isolamento térmico e acústico, absorção de choques, textura leve e versatilidade para os mais diversos
usos. Por isso, se tornou muito popular e amplamente usado no mundo. Mas este é mais um material que tem um impacto devastador para o planeta.
O isopor é uma forma expandida de poliestireno e se enquadra na categoria de polímeros. Produzido e vendido em grandes quantidades e usado com uma
enorme frequência, ele é muito difícil de ser reciclado ou reaproveitado e a sua queima libera gases tóxicos.
A mudança começou com Dhupar usando enfardadeiras para comprimir e empilhar os resíduos, o que ajudou a diminuir o problema dos agricultores. Depois,
com a ajuda do amigo Anand Bodh, o engenheiro instalou sua fabrica para receber e dar um novo destino ao material.
A ideia inicial era usar cogumelos para degradar o material, mas observando este processo natural, Dhupar percebeu que o micélio, partir deste processo surgiu
um material biodegradável semelhante ao isopor. Com os cogumelos crescendo nos resíduos de arroz, percebeu o micélio (uma rede de fibras finas que os
cogumelos formam sob o solo) tinha a capacidade de aglutinar as palhas de arroz, formando uma estrutura resistente

Fonte: Ciclo Vivo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *