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Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta promove imersão em comunidades da Amazônia

Iniciativa planeja conectar mais de 5 mil comunidades em áreas protegidas da Amazônia até 2025.

Representantes de populações tradicionais de territórios protegidos da Amazônia, organizações de base, instituições privadas e da sociedade civil e órgãos governamentais participam em Santarém desde o último dia 5, do I Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, na vila de Alter do Chão, em Santarém, no Pará. Eles também participam de imersão em três localidades atendidas pelo projeto.

O Encontro da Rede é o primeiro evento presencial do projeto Conexão Povos da Floresta, uma iniciativa conjunta que tem como objetivo conectar em rede, por meio de internet banda larga, mais de 5 mil comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas em territórios protegidos da Amazônia Legal. A ideia é aliar conectividade e energia a programas de inclusão, segurança e empoderamento nas comunidades beneficiadas.

O encontro que encerra nesta sexta (7), é um momento de convergência de membros da rede Conexão, beneficiários, parceiros e agentes públicos, com o intuito de promover a interação entre todos, a troca de conhecimentos e a discussão de pautas pertinentes ao desenvolvimento do projeto, como o fomento de políticas públicas voltadas aos povos tradicionais e o avanço dos grupos de trabalho que compõem a rede. Além disso, marca um ano de implementação do projeto e celebra os principais avanços realizados pela iniciativa.

Projeto Conexão Povos da Floresta estreita distâncias por meio de tecnologia — Foto: Divulgação

Programação

As atividades do primeiro dia de evento, se concentraram no Espaço de Lazer e Restaurante Caranazal, e envolveram dinâmica de rede, apresentação geral sobre o projeto e uma sessão de depoimentos de beneficiários da rede.

Já no segundo dia, quinta (6) os participantes se dividiram em três grupos menores, para uma imersão em três localidades atendidas pelo projeto: o Centro de Empoderamento Digital Paulo Lima, na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns, comunidade quilombola Murumuru e a aldeia indígena Vista Alegre.

Ao longo do dia de imersão, os grupos puderam conhecer as comunidades e dialogar diretamente com beneficiários do Conexão Povos da Floresta sobre o impacto da conectividade e de ações como telemedicina, os principais avanços e desafios.

O encontro encerra nesta sexta no auditório do Hotel Mirante da Ilha, onde a plenária “Conexão Povos da Floresta: Oportunidades e desafios para garantir dignidade, segurança, saúde e prosperidade numa Amazônia integralmente conectada” reunirá membros da rede e agentes de governo para debater sobre os rumos do projeto no futuro e discutir o que representa uma Amazônia conectada.

Conexão Povos da Floresta

A rede Conexão Povos da Floresta é liderada pelas organizações de base Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), em parceria com mais de 30 organizações da sociedade civil, instituições e empresas.

O projeto atua com base em três principais pilares – infraestrutura, controle comunitário e inclusão digital consciente -, de modo que a internet funcione como uma ferramenta de transformação social para as comunidades beneficiadas, permitindo o acesso à saúde, educação e oportunidades profissionais e, com isso, ajudando na conservação da floresta e no uso consciente da rede.

A iniciativa em rede realizou a fase-piloto de instalação em março de 2023, em 31 comunidades, e alcançou recentemente, em abril de 2024, a marca de mais de 600 comunidades conectadas. Até o final de 2025, o objetivo é conectar aproximadamente 1 milhão de pessoas moradoras de áreas protegidas da Amazônia Legal, responsáveis por conservar 120 milhões de hectares de floresta.

Fonte: G1

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